Existe uma pergunta simples que pode revelar muito sobre a decisão de realizar uma cirurgia plástica:
“Estou fazendo isso porque realmente quero ou porque outras pessoas esperam que eu mude?”
A motivação é uma parte importante do planejamento.
Existem pacientes que convivem durante anos com uma característica corporal que provoca desconforto. Outros percebem mudanças importantes depois da gestação, emagrecimento ou envelhecimento e desejam modificar determinada região.
Nessas situações, a cirurgia pode ser considerada depois de avaliação médica.
O problema começa quando o procedimento passa a ser visto como obrigação para corresponder à expectativa de parceiros, familiares ou padrões divulgados nas redes sociais.
Cirurgia plástica deve ser uma decisão pessoal.
Isso não significa ignorar a autoestima.
Algumas pessoas relatam maior segurança e conforto com a própria imagem depois de modificar uma característica que as incomodava.
Mas a resposta emocional é individual e não pode ser garantida pelo procedimento.
Outro ponto importante é compreender exatamente o que a cirurgia consegue fazer.
Ela pode alterar contorno, volume, projeção ou excesso de pele, dependendo do procedimento. Mas não cria um corpo perfeito e não elimina necessariamente todas as inseguranças.
O paciente também precisa estar preparado para o processo de recuperação e para a presença de cicatrizes quando elas fazem parte da técnica utilizada.
Uma boa cirurgia começa com uma boa indicação.
E uma boa indicação considera não apenas aquilo que pode ser modificado no corpo, mas também aquilo que o paciente espera encontrar depois da mudança.




